segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Não é o fim do mundo. Você não morreu. Muito provavelmente ele não irá morrer também. Você não está despedaçada como diz estar. Copos de vidro se despedaçam. CDs, celulares, óculos, computadores, aviões e carros, também, são destruídos. Mas você não. Pelo menos, não fisicamente. Pelo menos, não no sentido real. E a vida é real, né? Tem uns pingos de fantasia causados por sessões de comédias românticas e livros do Nicholas Sparks, mas a vida é real.Você tem a unha a fazer. Tem o cabelo a cortar. Tem aquele vestido novo que saiu no catálogo da tua loja predileta para comprar. Tem a casa para arrumar. Tem tuas amigas para te ouvir chorar e berrar um pouco – ou muito. E tem uns tantos outros amigos para te elogiarem quando você precisar de alguém falando que teus olhos castanhos são tão bonitos quando você não está com a maquiagem borrada por causa de lágrimas desnecessárias. Então, pra quê chorar?Há muitas garrafas de vodca, também, caso queira dar uns goles na loucura. Tua cabeça irá doer depois. Mas é ressaca. É uma resposta física do teu corpo sobre a quantidade de álcool que você ingeriu na noite anterior. Fique tranquila. Essa enxaqueca não é remorso, nem nada emocional. Chore, vomite e beba bastante água que você irá melhorar. Ou tome mais álcool que dizem funcionar também. A escolha é tua.A tua vida não se resumia a ele. Eu te juro de pé junto, isso. Você pode até se sentir incompleta, mas está aí, disposta, viva e respirando. Com algumas olheiras e umas ideias loucas a mais, mas está bem. O tempo cura tudo que o tempo pode curar. Daqui a pouco, ele vai ser só mais um rapaz com mãos bonitas e um cheiro gostoso que passou por tua vida. Você vai ver. Enquanto você chora por um cara, há mil outros caras esperando, apenas, uma chance para te fazer sorrir.Não sou nenhum aspirante a psicólogo-sei-tudo-sobre-as-pessoas. Acho Freud um saco e Jung um louco. Mas sobre o amor e teus sintomas, parece que eu já nasci com diploma e mestrado. Já amei demais quem nem gostou do meu cabelo bagunçado. Já amei de menos quem já sonhou comigo durante noites eternas de inverno. Já chorei como uma criança órfã e perdi dias de sol e noites estreladas. Mas não me destruí. Destruí porta-retratos, pratos, cartas e até aquele conjunto de tulipas do meu time predileto que ganhei no Natal. Mas meu coração ficou intacto. O teu também ficará.Logo, logo, aparecerá outro cara que gosta tanto de adoçante como você. Outro que também não consegue ficar uma noite inteira sem resolver alguma briga qualquer. Outro que te dará a mão e o mundo inteiro ao redor será anulado. Outro cara com cabelo bom para acarinhar e com olhos infantis. Outro com um sorriso talhado e com gosto musical estranho. Você vai ver. Vai senti-lo. Vai respirá-lo. E vai amá-lo como se fosse a primeira e a última vez. Porque o coração é uma casa forte e espaçosa e sabe, vez em quando, renovar seus moradores.Dói muito, mas passa. É bom saber que nenhuma dor é eterna, que vamos olhar pra trás e rir disso tudo depois, de como fomos bobas passando as noites em claro chorando.

x

sexta-feira, 11 de abril de 2014



Parei de te amar, não de mentir.


Continuo mentindo ao dizer que te esqueci, que já não lembro de você e tuas sobrancelhas investigadoras-misteriosas-risonhas. Tuas sobrancelhas sempre me conheciam tão bem. Assim como teus pés que me diziam o que pensava: balançando demais é porque estava nervoso ou tenso – nunca entendi muito bem essa diferença.


Uma vez, você me explicou: nervoso é estar tenso por algo que deu errado. Tenso é estar nervoso por algo que pode dar errado – ou muito certo. Você sempre teve um quê ansioso-menino-homem às vésperas de um trabalho importante, de uma reunião chique ou de um jantar com meus pais.


Parei de pensar em você, não de mentir.


Digo, meio fingida fodida por aí, que já não sei mais da tua vida. Afirmo: sei-lá-dele. E minto ao dizer que só sei que você tá ficando com aquela amiga que eu tinha ciúmes porque alguém me contou – mas, no fundo, no fundo, eu mesma vi no teu Instagram essas coisas e deduzi isso após aquela foto de vocês juntos no show do Nando Reis. Cantou “Relicário” pra ela? Espero que não. Ou que sim. Eu não penso mais em você. Mas aumentei as mentiras, você sabe.


Hoje, eu sempre estou bem, sorrindo, com maquiagens impecáveis e sempre com a minha melhor roupa. Sempre rodeada de amigos bonitos – e gostosos – só pra se de repente numa noite dessas qualquer a gente se esbarre por aí e você veja o quanto eu tô bonita sem você. Deixei de mentir, não de te amar. Se não fossem as mentiras ninguém seria de verdade.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014



Case-se com um homem que deite no seu colo, de um jeito meio largado, meio descompensado, meio de quem pede ajuda porque o chefe é um mala e as coisas só dão certo porque ele tem você no fim do dia. Não escolha alguém que faz tudo por você, que vive por você, que atende todos os seus caprichos. Sabe por quê? Porque um cara desses deixaria de ser dele pra ser seu, se esqueceria da vida dele pra viver a sua e, cá entre nós, você quer somar, não é? Ou quer alguém que viva por você, não com você? Por isso mesmo é que você deve se casar com alguém que traga um novo mundo pra juntar ao seu e que te mostre como os seus planetas ainda podem ser desalinhados de uma forma bonita.

Case-se com um homem que te desperte. Da cama, do medo, dos pesadelos. Que te beije na testa com ternura e faça cafuné, mesmo sabendo que você odeia que enrolem o seu cabelo. Um homem desses que despenteiam, desses que deixam uma bagunça gostosa no meio campo. Queira um homem, um cara, um rapaz, seja lá o seu termo preferido, que tenha um olhar que não te atravesse. Alguém que vai olhar pra você e ver quem você é, sem construções idealizadas ou suposições construídas na fantasia. Sem olhares que atravessam e se desviam, que não encontram os seus olhos e caminham pelo seu corpo. Escolha os olhos daquele que sustenta o mundo quando te olha. Ele tem que ser forte, e talvez a força dele seja essa de te ajudar a dividir o peso do mundo nas costas, de te ligar no almoço pra dizer que te ama e que nunca se esqueceu de ti.

Queira um cara que vá se emocionar quando vê-la entrando na igreja. E que se emocione com você de pijama acordando. Que te ache linda independente do seu manequim e que se orgulhe de você pelas suas conquistas do dia a dia, até aquelas pequenininhas como conseguir passar do primeiro dia da dieta. Case-se com um homem que vá rir de você quando você fizer um escândalo por ter quebrado a unha ou por ter furado o dedo pregando um quadro na parede. Ele tem que ser do tipo que sabe que você não precisa dele, e por isso mesmo que fica. Fica e vai ficando, vai se alojando no sofá, vai deixando a escova de dentes e quando você for ver, ele vai ter aprendido alguma receita no Google pra tentar te impressionar. Valorize um homem pelo esforço dele, não só pelo resultado final. Você vai perceber que um homem que se esforça pra te ver feliz é um homem que vale mais do que qualquer Encantado que a Disney tentou te vender como homem perfeito. Desconfie de um cara sem defeitos. E aprenda: tipos perfeitos como os dos livros infantis não existem. O que existe são homens que, ao seu modo, conquistam você e fazem pender a balança pro lado das qualidades, enquanto você aprende a lidar com os defeitos.

Deseje um guri que seja louco. Não por você, mas pela vida. Gente louca pela vida gosta de explorar o mundo, a cidade, a rua de cima, o novo restaurante japonês da Liberdade e tudo mais. Gente que é louca pela vida entende bem de liberdade, companheirismo, amizade e todos esses sentimentos que só quem gosta de viver entende. Além disso, te garanto que gente assim tem um ótimo papo. Daqueles que não contam vantagem e ainda desenham na sua cabeça as cenas todas que alguém com muita paixão já viveu. Daqueles que fazem você se apaixonar sempre que falam da forma com que o mundo deles mudou desde que você chegou.

Por fim, mas não menos importante, case-se com um homem que te ame em detalhes. Nos cartões das flores, na careta da selfie, na camisa cafona que a sua mãe deu de presente, na vez em que ele percebeu que você tinha cortado o cabelo antes de você falar, nos pedidos de comida às duas da madrugada quando ele percebe que você tá morrendo de fome e cagou pra dieta, no anti-alérgico que ele carrega na carteira caso você precise. Case-se com quem te faça sentir que esse texto é pouco pra falar dele e te faça vontade de continuar a escrevê-lo, mesmo que você não seja lá muito boa com palavras, mesmo que você só saiba definir o que sente por ele como amor.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Palavras de um homem que deixou o amor partir…



''Você não sabe quem eu sou, mas eu sei quem você é… E só preciso de um minuto da sua atenção. 
Espero que saiba a sorte que tem. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.
Espero que saiba que ela não vai falar com você enquanto não escovar os dentes. Não é por mal… é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que você a considere um ser humano comum.
Espero que saiba que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.
Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar na hora.
Quero também dizer-te que ela adora histórias fantásticas. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar o nomes de todos os teus amigos à primeira…
Porque ela… ela é que sabe de si.

Você nunca será uma sorte na vida dela. Sorte é poder tê-la na sua vida.
Sabe? Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.
Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se não estiver bom, ela vai rir-se disso, em vez de corar.
E quando ela ri… quando ela ri eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é como uma nota musical que toca ao coração e me faz querer dançar.
Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal!
E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo aquilo que eu nunca fui.
Espero que a trate bem. Porque se você partir o seu coração, vai perdê-la para sempre. 
Pudesse eu ter lido o futuro…''

quarta-feira, 25 de setembro de 2013



Sempre gostei de olhos grandes. Achei que eles enxergassem melhor a alma. Achei que eles me despissem com mais eficácia depois de algumas taças de vinho. Achei que eles fitassem melhor os meus, que também são bem grandes. Achei que eles deixassem transparecer melhor os vícios e virtudes do dono. Sabe aqueles requisitos pra lá de babacas que a gente coloca na nossa lista de características da pessoa ideal? Então, esse era só um – e o principal – deles. Eu também sempre disse gostar de caras altos – com pelo menos uma régua Desetec a mais do que eu. E magrelos – cujas costelas eu conseguisse ver enquanto estivéssemos pelados na cama depois daquele sexozinho delícia. E barbados – com pelos suficientemente viris para arrepiar o meu pescoço. E bocudos, e donos de olheiras que demonstrassem o cansaço, e branquelinhos, e tatuados.

Hoje faço uma recapitulação na lista de homens que realmente mexeram com o meu coração. Vejo que a grande maioria deles realmente tinha barba. E bocão. E eram significativamente mais altos do que eu – porque mais baixo, só se for anão. Alguns eram divinamente magrelos; outros, deliciosamente carnudinhos. Alguns eram realmente branquelinhos; outros, maravilhosamente mulatos. Cruzei também com algumas olheiras e tatuagens por aí. Mas nenhum, absolutamente nenhum dos homens que viraram a minha cabeça tinha olhos grandes. Todos eles eram donos de olhinhos simpaticamente pequenos – a ponto de eu ter que perguntar para o meu primeiro (e único) namorado se ele, com aquele campo de visão tão reduzido, realmente enxergava o mundo como eu. E aí vem a questão que tira o sono dos racionalistas do coração: se eu nunca me apaixonei por um homem de olhos grandes, em qual referencial eu me baseava para anunciá-los como minha preferência?

Psicólogos dirão que Freud explica –ah, o pai dela deve ter olhos grandes. Realmente tem. Céticos dirão que não é possível: pelo menos meu primeiro amor deve ter tido olhos grandes – e se eu disser que não lembro se meu primeiro amor foi Cauê ou se foi Rodrigo? E que nenhum deles tinha olhos grandes? Românticos se apropriarão de uma canção sertaneja dos anos 90 e dirão queessas coisas de paixão não têm explicação. Eu, como boa apaixonada – pela vida,  por você –tô com eles e não abro. O grande erro da imensa maioria dos corações é querer racionalizar tudo. É acreditar naquela balela da matemática dos relacionamentos, que insere dois corações numa ~sábia~ fórmula e defeca algum conhecimento sobre somar e subtrair, multiplicar e dividir, completar e transbordar. É achar que a tal da química, aquela interação louca que acontece entre algumas pessoas, tem uma fórmula pré-determinada, algo como um anel benzênico que serve de aliança de compromisso a todos os dedos. É esquecer que a base de todo e qualquer relacionamento é meramente humana, e que se um não quer, dois não transam. É ignorar que não há receita de bolo para um relacionamento feliz e duradouro e que ainda não inventaram fermento que fizesse crescer o coração.



Ah, a saudade… Há dias em que ela chega, puxa uma cadeira e te faz viajar em um mar de lembranças que te cria a doce ilusão de que você tinha a pessoa perfeita ao seu lado. E é nesse momento que você se sente mal, sente o cheiro do perfume, lembra a companhia diária que hoje não se faz presente, a voz, o sorriso… E tudo isso remete à ideia de que você nunca mais será feliz.

Os dias se passaram, como naturalmente havia de ser. Já faz quase um mês, mas você ainda segue preso(a) àquela data marcante que te faz sentir um grande frio na barriga e a sensação que conhecemos por “perder o chão”. Desde então, várias coisas perderam o sentido, e estar só virou algo torturante. Já não se tem mais a quem contar como foi o dia ou alguém para convidar para sair, mas o pensamento continua nele(a). As coisas dele(a) ainda estão na sua casa, e por um momento de carência, você acessa a lixeira de seu computador e restaura aquela foto dos dois. Para completar a fossa, seu player toca aquela canção que parece ter sido feita para vocês dois.

Cada um sabe a dor de ser o que é, mas quando alguém que amamos decide que nos deixar é a melhor opção, a saudade se torna um padrão para todos. Todos sentem saudade: saudade de um amigo, de um momento, de um lugar. Mas quando se sente saudade de amor, a dor parece ser umas três vezes maior. E isso se deve, basicamente, a duas coisas: à posse e ao costume. Eu tinha um(a) parceiro(a), eu tinha um(a) namorado(a), eu tinha um alguém – era meu (minha), e isso é indiscutível -, assim como eu tinha o costume de ligar e perguntar onde ele(a) queria comer, eu tinha o costume de mandar SMS pela manhã, eu tinha o costume de sair com aquela pessoa aos fins de semana. Ele(a) costumava ser meu (minha), mas hoje, eu estou só.

A grande verdade é que ninguém é dono de ninguém, e somente o tempo é capaz de te fazer perceber que talvez tenha sido melhor vocês dois se separem. Nenhum relacionamento acaba do dia para a noite – talvez os motivos floresçam com mais intensidade nos momentos anteriores à separação, mas eu costumo dizer que é tudo em cadeia. Ele já não ligava para ela com tanta frequência, ela já não costumava relatar seu dia inteirinho para ele, o número da amiga dele se destacava mais nas chamadas recebidas, enquanto o da namorada somente aparecia nas não atendidas. Os SMSs de carinho sumiram, e os dias (semanas) sem se falar não remetiam à saudade de que falo aqui. A dor, a sensação de tristeza, de não conseguir ir aos lugares aos quais vocês iam juntos estará com você sempre que você estiver sozinho, assim como a aceleração do coração e o frio da barriga que aparecem quando você reencontra seu amor.

E aí, meu amigo, vai de cada um. Ódio, tristeza, medo, ou qualquer outro sentimento é gerado pela necessidade de esquecer, de não se sentir bem ao estar perto de quem você queria ter ao lado durante a vida toda. Por fim, o tempo mostra que só nos resta uma opção: abrir o coração de vez e permitir que novos amores venham e troquem esta saudade pela vontade, aquela velha vontade de estar junto, de contar como foi o seu dia, de ligar, mandar SMS de manhã, de dividir sonhos. Afinal, se tu não quer, meu bem, tem quem queira.


Garganta fechada, estômago embrulhado, mãos suadas, falta de apetite, insônia. Um médico ficaria preocupado com tais sintomas, afinal, pode ser uma nova gripe, um novo vírus. E é. De certa forma. As unhas roídas, a carne dos dedos sangrando, derramando em cada gota desse sangue amargo um resquício da angústia que desola milhões todos os dias. Ah, o poder de um telefonema não atendido, de um SMS não respondido, de um sorriso não correspondido. É devastante. Pessoas convivem com essa bomba relógio diariamente, esse tic tac que não te abandona nem em um show barulhento. E por mais humano e natural que seja ficar nervoso, de vez em quando, é preciso lembrar que essa adrenalina, essa fogueira na barriga, precisa uma hora se apagar.

A vida é cheia de pessoas. Ser gente é assim mesmo, se relacionar. A gente começa desde cedo a ter contato, a depender do outro. Quando crianças, passamos de mão em mão, sem saber andar. Nossos primeiros grunhidos são emitidos na ânsia de dizer algo. Porque sempre queremos dizer algo a alguém. Eis eu aqui, dizendo algo a alguém. E esperamos, em troca, uma resposta. Qualquer que seja. Mas não somos preparados para sermos ignorados. Não somos instruídos a encarar nosso próprio silêncio, a nos olharmos de cara lavada no espelho do banheiro às 3 da manhã. E principalmente, não somos ensinados a ser autossuficientes.

Que fique claro, de antemão, que não se trata de não contar com ninguém. Não se trata de ser sozinho. Mas sim de, se for o caso, conseguir viver sozinho, em paz. Que seja possível tocar a vida após ser ignorado, chutado, trocado. É assim mesmo, passa no final das contas. E, por mais clichê que seja, a vida sempre traz algo melhor depois. Nada é insubstituível. Nada é maior que a sua paz, que a sua satisfação consigo mesmo. E se alguém está tirando seu sono, sua fome, sua energia, aproveite essa “tiração” de coisas e tire essa pessoa da sua vida. Não vale a pena sofrer. É óbvio que a gente sofre, chora, é inevitável. Mas não se permita passar muito tempo assim. Não é certo olhar para trás e se lembrar somente dos momentos de dor. Não é certo que uma pessoa tenha importância tal na sua vida, que uma ligação não atendida faça com que você perca todo o seu dia. Seu bem estar agradece, e seu coração também.

Então tire o dia pra fazer o que você gosta, pra se conhecer melhor. Tome um banho quente, passe aquela loção cheirosa no corpo, vista aquela roupa leve e que te faz sentir bem, desligue o celular e saia. Permita-se ficar só, ouvindo os sons da cidade, vá pra um lugar remoto, admire a paisagem e contemple o mundo, contemple a sua paz. Olhe para imensidão e se enxergue como só mais um ponto nesse universo gigantesco. Depois de se localizar, enxergue a sua dor como sendo menor do que você e, se você é pequeno perto do mundo, imagina a sua dor. Então você vai ver que nada é tão angustiante assim. Depois levante-se e experimente se sentar em uma mesa de bar, em uma cafeteria, sem ninguém. Pegar o cardápio e poder escolher o que quiser, sem se preocupar com o tempo para analisar as possibilidades. Ninguém vai estar esperando sua escolha. Só depende de você. Com calma, deguste o que pedir. Sinta os sabores. Sem olhar o relógio, sem se preocupar com a hora marcada. Seu compromisso maior tem de ser sempre com você. A paz interior é o bem mais precioso que você pode cultivar. E por mais que o mundo seja cheio de estímulos, às vezes, é preciso desacelerar. Deixe essa bomba de anseios, medos, carências e neuroses que está morando em você explodir de uma vez só. E com o perdão da paráfrase daquela canção do Gil, talvez essa bomba sobre você faça nascer um você de paz.


 A bossa nova tocando no rádio naquela manhã me lembrou do calor no peito que eu sentia toda vez que encontrava certo namoradinho de adolescência que eu tinha. Não era nem a presença dele em si, e nem as suas feições que não eram as mais atraentes. Era a paz que me invadia por dentro cada vez que ele me olhava nos olhos e perguntava se eu tinha dormido bem à noite. Ele era o rei dos pequenos requintes de delicadeza, como o bombom em cima do caderno de matemática, a mensagem desejando boa prova e, claro, o olhar, aquele cativo e carinhoso de todo dia que fazia meu coração ceder. Não eram os gestos em si, era a forma como aquilo tudo enchia meu copo até a borda de tudo que eu precisava naquele momento, a paz ou a tormenta. Nosso namoro não durou muito, mas deste dia em diante, passei a abraçar na minha vida pessoas assim, capazes de construir sorrisos sinceros na alma da gente. Pessoas bem especiais, basicamente encantadoras.Pessoas que nos fazem sentir especiais.

Descobri que o tal “borogodó”, indispensável em qualquer relacionamento que se preze, está fundamentado no encanto. Não é no rostinho de boneca, no presente de natal caríssimo, muito menos no abdômen sarado. Encanto mesmo vem de dentro. Gente que faz nosso coração gargalhar, que abraça quentinho colando o rosto, prepara o chá no fim de semana de gripe, que ri de si mesmo, cumprimenta o porteiro, que respeita o momento, o tempo, o vento. Gente que muitas vezes não sabe por qual bifurcação do caminho você veio, que tipo de bagagem você vem trazendo, mas tem certeza de que dedicação e respeito fazem parte do alicerce de qualquer relação, seja ela amorosa ou não. Gente que te basta.

Não sei dizer se o mundo anda carente de pessoas desse tipo ou se falta leveza para se permitir encantar. Existem hoje aproximadamente 7 bilhões de pessoas no mundo, e ainda assim minha vizinha não encontra uma companhia bacana para partilhar seu passeio no parque aos domingos.Ainda não encontrei alguém especial, ela diz suspirando. Sua ânsia encontra uma variedade de suspiros similares ao longo do planeta neste momento, e olhando pra ela, penso como ainda pode existir tanta gente solitária. O mantra do livro de cabeceira diz que quando a gente não sabe o que procura, não sabe reconhecer quando encontra. Será que não sabe mesmo ou estamos vivendo nossos dias com os olhares errados?

É o tal do enxergar com os olhos da face e não da alma. Tocar com a ponta dos dedos em vez de se permitir uma entrega completa, dessas que abraçam o todo e mudam a vida da gente. Porque beleza tem-se aos montes, encaixe de beijo na boca é fácil e se aprende; difícil mesmo é tirar o ar quando se vê. Complicado mesmo é ser apenas você para o outro, sem máscaras, maquiagens, rodeios, salto alto, camisa de marca, vodka na mesa da balada, foto no Facebook ou carro importado e, ainda assim, a sua essência bastar para o bem-estar do parceiro. Estas são as pessoas especiais: aquelas que sabem conceder seu encanto e aquelas que sabem reconhecer essa dádiva. Porque as pessoas especiais sabem pra quem aparecem. Tem que existir a sorte de reciprocidade e merecimento. Tem que saber enxergar além daquilo que a genética e o statussocial te permitem ver. Porque amor é assim, acontece ou não, mas se nosso coração está distraído com os atrativos “errados”, o acaso passa e a gente nem percebe. Este é o segredo daquele casal da faculdade que, aos olhos dos outros, pode parecer tão pouco convencional. Mais que a resposta para os desejos um do outro, eles são calma, aconchego e paz depois de uma semana de trabalho. São parceiros, amantes e amados; são especiais entre si, para si e só.

Sobre o meu namoradinho da adolescência, bom, o amor se foi, ele também, mas aquele sentimento de plenitude que o olhar zeloso dele provocava… Esse não só permaneceu como também se repetiu algumas outras vezes pelo caminho. Porque uma das delícias da vida é ter a oportunidade de esbarrar em várias pessoas especiais ao longo da travessia. Se o campo for florido, os sorrisos sinceros, os abraços apertados e os sentimentos genuínos, cedo ou tarde, um beija-flor pousa por ali e, dentre tantos que se foram, decide ficar. Se for o tempo da migração, nada se perde pra sempre. Pelo contrário, quando a mágica é real, conserva-se naquela porção gostosa do amor que sobrevive após o grosso do sentimento findar. Encanto é isso, a livre aproximação de alguém que tem toda a liberdade de quando bem entender, partir. Melhor ainda, encanto é a morada sem grades do amor, que permite o voo para jardins mais floridos – porém, é muito mais convidativa a doce e livre permanência.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Eu te amo, mas não sei como falar, como explicar, como agir, sei lá. Você murmura qualquer coisa e eu já me tremo de tanto nervosismo que a tua presença me causa. Me leve daqui. Me leve com você. Venha comigo. Mas não tenho para onde ir. Por mim, a gente pode ficar aqui, quietinhos dividindo sorvetes, cervejas, edredons e sonhos. Tanto faz a cama e o colchão. Você se importa tanto assim com isso?

Dia desses, eu tentei te esquecer de vez. Juro. Mas ai percebi que matar você em mim é o mesmo que morrer e continuar vivendo, sabe? Passaria o resto dos meus dias como zumbi recheado de dor e entalado de lembranças do que nunca viveu. Então, não morra não. Não antes de eu dizer que te amo. Não antes de você dizer isso para mim, também. Ou que vai pensar no meu caso. Ou que vai me levar contigo. Ou que ficará aqui comigo. Sei lá. Não se vá – nem para o céu, nem para a Nova Guiné – sem me dar mais uns minutos de esperança, uns carinhos no queixo e um descanso em teu ombro.

Olha aqui, vai. Eu tô me embolando as palavras, eu sei. Não porque eu sou confuso. Ok, eu sou confusa. Mas nem sempre. Não agora. Tá, agora eu posso estar um cado confusa. Mas é porque amar é, ao mesmo tempo, ter um dicionário a falar e não saber como. É como se meu cérebro desaprendesse qualquer idioma tolo. E eu fico aqui, gesticulando vírgulas que exigem a tua presença um pouco mais.

Fica, vai! Nesta semana, você anda tão triste que me aperta a alma. E eu não sei se você sabe, mas se estivesse comigo, cê seria mais feliz. Juro. Deu na TV, nos jornais, no tarot, no horóscopo, nas músicas e nos livros que ando lendo. Você gosta de ler, eu sei. Comecei a gostar porque vi você no ônibus viajando mais rápido naquelas páginas do que aquele motorista ruim de roda que faz o veículo parecer uma montanha russa. Sim, eu estava naquele ônibus. Dois bancos atrás de você. Não, não estou te perseguindo. Mas a gente sai a mesma hora e minha casa fica a dois quarteirões da sua. Não sei onde você mora. Mas é que você sempre desce no mesmo ponto e vai para a mesma portaria que imaginei que ali fosse a tua casa.




Eu estou falando feito uma doida, sem vírgulas ou pausas, inventando assuntos quaisquer porque estou morrendo de medo do silêncio oceânico que pode surgir e você desviar teus olhos dos meus, reparar na vizinhança, naquele moço de gravata cinza ou na senhorinha dando comida aos pombos, e, talvez, você reparando no moço de gravata cinza e na senhorinha dando comida aos pombos possa pensar que já não há mais nada a fazer aqui e decida ir embora porque não gosta de cinza, nem de pombos, nem de mim. Sei lá.

Cê tá com fome? Eu tenho um par de lábios e um tanto de sonhos que podem te alimentar. Juro. Como faz aquele macarrão que você gosta? Eu posso aprender, também. Mas te amo. E amar, além de ser algo que me deixa mais confuso, nervoso e gago, deve ser aprender a ser o mestre dos desejos do outro. Assim, só para te agradar, saber? Isso é amor. Você sabe. Ou acho que sabe. Mas, de qualquer forma, gostaria que soubesse que eu te amo. É, amor. Sem aqueles coraçõeszinhos infantis da quarta série. Ou musiquinha bonitinha por aqui. É amor. Ponto.

Entendeu alguma coisa? Não? Ok, perfeito assim. Se você entendesse, eu ficaria triste por ter conseguido explicar algo sem explicação. E é isso: de onde eu vim, sentimentos são inexplicáveis, mas explicam todo o resto. Amor é um sem sentido sentir e dar sentido a tudo. E este tudo, agora, é você. Juro.


Você tinha o mundo num sorriso. E foi tão fácil gostar de você que eu não entendo até agora como eu demorei tanto pra me deixar ceder. Você era sóbrio demais pros meus modos. Conduzia cada palavra pra algum lugar certo e eu ali, perdida, no meio de um bando de gente que não era você. A vida é maravilhosa, querido e eu só consegui acreditar nisso minutos depois de você. Da surpresa. Do seu rosto gentil me olhando e eu sei que você tá com medo, mas vem comigo, e eu não parava de tremer e tenho certeza de que você não percebia o meu nervosismo do seu lado. Mãos, braços, beijos, abraços e uma ternura desconhecida. O que eu vim fazer aqui mesmo? Continuava perdida e você me joga num labirinto. Como é que eu faço pra sair daqui com você? Achava que você só iria me confundir mais ainda, mas você está terrivelmente enganada, meu bem. Foi confusão e euforia. E eu senti vertigem.




Abri os olhos e tinha você ali. E o seu sorriso ainda era o mundo e eu já não via mais ninguém em volta. Fomos ignorados, mas será que eu conseguiria ignorar o meu estômago revirando? Tive ânsia de vômito e sei que nessas horas o seu romantismo deve ter falhado, mas fica calma que eu te levo embora ou pro banheiro, você quem sabe. Respirei fundo e você riu. Ninguém me olhou tão fundo assim nos olhos e se perdeu de mim tão rápido como você. Eu respirava fundo e tentava entender onde as minhas convicções tinham ido parar. Tá tudo bem com você e eu queria dizer que não, que eu tava sentindo umas coisas aqui dentro que fazia tempo que eu não sentia e você quer uma água? eu vou buscar, mas sei lá, você iria sumir no dia seguinte ou me aparecer com alguma coisa diferente de mim que eu deixei pra lá. E senti vertigem mais uma vez. Porque eu não esperava nada daquilo. Nada de você, nem nada de mim. E Nunca esperei tanto por alguns minutos na vida. Daí você chegou, eu tava procurando por você, fica aqui comigo, e por mim tava bom. Coração acelerado e mãos tremendo e o seu sorriso continuava ali. E foi o vem cá mais doce que eu já ouvi de alguém. Pela primeira vez, eu queria ser cuidada ao invés de cuidar de alguém. Ao invés de evitar alguém que me soltasse dum pulo de Bungee Jump.




Você sabia que tinha sido o primeiro desses, desses caras que mexem comigo da forma que mexeu, desses pra quem eu escrevo num caderninho de capa rosa guardado escondida nas minhas coisas. No exato instante em que me deixou em casa você soube. Afrouxou o cinto de segurança pra me dar boa noite e um beijo. E insegurança. Sorriu como se pudesse fazer sol de noite. Você ainda tem o sorriso no mundo. Será que eu te vejo dia desses?, por mim você nem tirava os olhos de mim, rapaz. E já não era mais confusão nem euforia. Eu sorri de um jeito que nunca tinha sorrido antes pro espelho assim que você arrancou com o carro. E nem precisava de um espelho pra constatar isso. Pedi desculpas por ser tão estrambelhada e eu podia sentir você achando graça de mim de longe – eu mesma sentia.






Dormi com medo de pensar demais em você, pensar demais em toda essa correria confusa e inesperada que sacudiu meu mundo de um minuto pro outro, pensar demais em como eu lidaria com isso e essa era a primeira vez em que tive medo de alguma certeza e prometi pra mim mesma que não queria que você ficasse na minha cabeça. Rezei – nunca rezava – e depositei toda a minha fé num pedido controverso: eu não posso querer esse rapaz, meu Deus. Não daquele jeito. Com um sorriso do tamanho do mundo. Eu sairia de mãos vazias, tendo que compartilhar o mundo no seu rosto com os outros. Eu pedi – nunca pedia – pra não sonhar com você.

Impossível.

Acordei sorrindo o mundo.

Foi emoção e poesia. E eu não senti mais vertigem.

terça-feira, 14 de maio de 2013



Eu não espero que você me entenda.

Toda essa loucura de guardar sentimentos que não conseguimos nomear é por demais complicada. Esse monstro enorme que esmaga meu peito quando olho sem pretensão através da janela e constato que o mundo apenas continua rodando. Deveria ser simples. O mundo acontece. Nós acontecemos. Em meio a circunstâncias insanas e inexplicáveis, nós simplesmente acontecemos. Tem tudo pra ser simples. Mas não é.

Mesmo que você não fique, obrigada por voltar. Ainda que você não me procure mais, que não me ligue no dia seguinte. Ainda que você foda minha vida e me faça sofrer feito louca, obrigada por fazer com que cada milímetro do meu corpo se manifeste em sensações incompreensíveis e maravilhosas. É bem verdade que já fazia algum tempo que ninguém arrancava de mim alguns sorrisos sinceros.

Eu vou finalmente andar por aí com o peito cheio de novo. Se de tristeza ou de amor, isso eu não sei. Talvez um pouco dos dois. O mais importante é que eu vou voltar a achar que o céu é a metáfora mais linda que existe no mundo. Vou imaginar as histórias felizes e inusitadas que existem por detrás dos rostos que eu trombar na rua. Vou sorrir para crianças correndo e gritando, para carros passando em alta velocidade em poças de água e cachorros com as patas sujas pulando no meu jeans. Amar alguém não é só amar alguém. É amar o universo e tudo o que ele tem de feio e sem graça. É sentir a dor do mundo inteiro dentro do peito e achar simplesmente encantador. O amor é mais louco do que a própria loucura.

Não amar alguém para mim é estar na Sibéria. É permanecer nua em meio às calotas polares. No calor cáustico do mais quente deserto e sem água. Por isso, eu entendo se você sair correndo, com medo da extravagância de amor que eu sou quando amo alguém. Eu extrapolo limites aceitáveis e fantasio céus de inferno. Eu não sei mesmo amar um pouquinho, com doses controladas, desejar com conta-gotas. Eu sou uma piscina de exagero, e tem muita gente que acha que não vale a pena pular. Se não quiser pular, eu te perdoo. Você tem que ter certeza de que quer nadar, para não achar ruim comigo caso se afogue. Não se preocupa em ir embora. Você vai viver sua vida, e ela vai ser bonita mesmo longe de mim. Você nasceu para ter uma vida bonita com qualquer pessoa. Eu vou ficar tristíssima por algum tempo. Vou chorar ouvindo Alcione e me arrastar por azulejos gelados, arranhando meus joelhos, olhos inchados. Só não te culpa, porque é por isso que eu vivo. Para sentir coisas imensas, incontroláveis, sentir meu peito inchado, ainda que seja de tristeza. Eu prefiro quase morrer de uma overdose de sentimentos complexos do que viver pra sempre no mais ou menos.

Hoje eu vou te pedir pra ficar. Com toda a sinceridade que existe no meu coração: eu quero que você se torne minha casa. Mas se mesmo assim o seu coração deseja ir embora, não pense duas vezes. Não acho que seja mesmo fácil me estancar. Se aquieta, porque eu não vou enlouquecer, eu tenho minhas causas, minhas transas, minhas lutas, meus projetos interrompidos. Eu tenho uma vida fora da vida que eu queria ter com você. Tenho amigos hilários, e Eles dão conta da minha inconstância, de alguma forma inexplicável.

Então, se você não consegue ficar, pode ir despreocupado. Saiba: você vai ser pra sempre um capítulo especial da minha história. Vou esquecer a sua existência por algum tempo, para então, numa tarde tediosa de domingo eu te lembrar e te ler inteiro, fixando a minha atenção nas tuas partes confusas, nos teus momentos brilhantes, nas linhas mal escritas pela urgência do nosso desejo.

Você é maravilhoso, nunca duvide. Se a minha piscina te assusta, alguma te fará mergulhar e nadar feliz.

E eu? Bem, eu continuo aqui, no meu rumo para ser oceano.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

547 Dias Com Você



Dias ensolarados. Dias nublados. Dias frios. Dias quentes. Dias de tornados e furacões. Dias estrelados. Dias intensos. Dias felizes. Dias com você. Porque eu sempre soube que nossos dias seriam assim.

Aprendi o que é o amor, o que é o respeito, o que é companheirismo. Aprendi que sou capaz de esquecer os dias nublados e viver os ensolarados, e isso é muito mais fácil com você por perto.

Aprendi que a vida é maravilhosa, e que não existe nada no mundo que seja tão pleno quanto viver. Como dizem por aí, muita gente apenas sobrevive.

Aprendi que o silêncio é o maior aliado dos dias de mau humor. E que compreender o silêncio do outro é divino.

Aprendi que o mundo não vai acabar porque você deixou a pasta de dente aberta, ou por que não acertou o cesto de roupa suja. Esses são meros detalhes.

Aprendi que não é porque o despertador tocou que eu tenho que saltar da cama – descobri a delícia que é sentir sua pele roçando na minha uns minutinhos a mais.

Aprendi que nem sempre o outro vai te agradar, e nesses dias eu lembro que somos seres humanos e diferentes. E que essa é a magia, a singularidade absoluta do ser.

Aprendi que a conquista diária é a receita para uma vida longa conjunta. E que não adianta achar que existe um procedimento para o amor, as respostas estão sempre do lado de dentro.

Descobri que é possível sentir tesão todos os dias pela mesma pessoa.

Aprendi que nem sempre as pessoas vão entender, que muitas vezes elas vão nos criticar. Mas aprendi que a nossa atitude é que faz a diferença.

Decidi que a eternidade não existe até ontem. E, acima de tudo, decidi que caminharei de mãos dadas contigo, mas, que se um dia encontrarmos uma bifurcação e decidirmos seguir em caminhos opostos, aí sim, os dias que eu vivi contigo se tornarão eternos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Faça me sorrir :)

Me faça rir. Apenas me faça rir. É isso. Eu quero dar gargalhadas toda vez que eu pensar em você. Quero sorrir como uma criança ao ver o palhaço mais engraçado do mundo quando eu olhar nossas fotos ou lembrar dos nossos momentos. Não me dê apenas flores, bombons, vestidos, bolsas, cartões ou qualquer coisa que possa envelhecer ou se rasgar. Me dê sorrisos. Somente isso. Me dê motivos para sorrir.
Me faça cócegas. Me conte uma piada sem graça. Faça caretas divertidas. Esbarre pelos móveis da casa. Deixe algo cair com sua total falta de jeito ao lavar a louça. Vista um sutiã meu e me chame com uma voz feminina quando eu estiver puta da vida por você ter esquecido alguma data importante. Perturbe alguém amigo seu, enquanto estivermos juntos. Me conte histórias das besteiras que você aprontava na escola. Me mostre fotos de quando você era criança vestido de roupas caipiras e bigodes falsos. Me faça sorrir.

Traga episódios de Eu a Patroa e as Crianças para a gente assistir juntos no chão da sala. Faça comentários de humor negro ao pé do meu ouvido quando estivermos jantando com meus avós. Prepare uma surpresa boba ao me ver chegar em casa. Escreva no espelho o quanto me ama ou amarre bexigas no nosso cão quando for meu aniversário. Fale que Foucault era um idiota e que o Adam Sandler é o maior poeta de todos os tempos.

Até porque existem mulheres que gostam de caras altos. Mulheres que gostam de caras baixos. Umas que preferem os loiros. Outras, os morenos. Tem umas que têm quedas por homens ricos. Outras que nem se importam com quanto o cara tem na carteira. Mas se tem algo em que todas nós somos iguais iguais – tirando a TPM, é claro – é que todas as mulheres gostam de caras que as façam sorrir.

E como a Marilyn Monroe disse uma vez: “If you can make a girl smile, you can make her do anything”. É isso. Apenas me faça sorrir.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mais uma carta de Agradecimento . . .





Sabe, nem sei como começar a te agradecer por todas as coisas que aprendi nesse tempo em que estivemos juntos. Obrigada por me ensinar a sorrir com vontade e a viver com alegria. Acho que sem você eu jamais descobriria que meus sorrisos não passavam de meios sorrisos, e que minha alegria não tinha sequer um motivo. Obrigada por se tornar minha inspiração nos momentos em que nada parecia fazer sentido, pensar em você me faz imaginar histórias, imaginar histórias me faz escrever. Obrigada por me fazer rir de coisas bobas e por me ensinar que a companhia vale muito mais do que qualquer coisa. Com você sei que posso me divertir em qualquer lugar, a qualquer momento. Obrigada por ser igual a mim, daqueles malucos que falam e cantam sozinhos. Agora cantamos juntos. Obrigada por me fazer dormir quando os pesadelos e preocupações insistiam em tomar conta. Obrigada pelo seu cheirinho que fica em mim toda vez que você vai embora. Obrigada pelo carinho e amor que você consegue transmitir em um olhar. Obrigada por me entender todas as vezes em que estive errada e por nunca desistir de mim. Obrigada por ter aparecido na minha vida de forma tão abrupta e por ter permanecido de forma tão permanente. Obrigada por ter me mostrado o que é paixão, aparecendo assim na minha vida, quando eu estava desacreditada de tudo. Obrigada por me lembrar que eu tenho um coração, e bem, hoje ele bate por você. Obrigada por todas as vezes em que você acreditou que eu seria capaz e que disse que eu conseguiria. Eu realmente consegui. Obrigada por todas as vezes em que me aguentou de TPM. Sei que não deve ter sido fácil. Obrigada pelo carinho que você tem com a minha família. Ver as pessoas que mais amo no mundo juntas é uma das coisas que mais me dá alegria. Obrigada por todas as madrugadas em que você me fez companhia. Ter insônia sozinho é ruim, mas ter insônia a dois é demais. Obrigada por todas suas dancinhas, suas bobeiras, por ter me ensinado a gostar de Batman, por ter me feito gostar de Seal, por me ensinar a ser um pouco menos inocente, por ser fofoqueiro junto comigo, pela confiança que você tem em mim, por me levar no shopping quando eu não quero ir só, obrigado por me apoiar no meu trabalho, por ser meu melhor amigo, meu melhor namorado. Obrigada por assistir meus filmes de desenho comigo mesmo sabendo que você vai odiar, obrigada por me aguentar falando na sua cabeça 24 horas por dia, obrigada por cuidar de mim quando fico doente, obrigada pelo sorriso que você dá ao me ver. Obrigada pela fungadinha de cachorro que dá no meu ouvido, por me fazer cosquinha mesmo sabendo que eu odeio, por entender meu trauma com escadas, por aceitar que eu coloque Sandy & Junior UMA SÓ VEZINHA no seu carro e por ser quem você é.



Obrigada por me lembrar todos os dias o quanto você me ama. Às vezes é bom ter certeza que nossos sentimentos são correspondidos. Obrigada por ter aparecido na minha vida como quem não quer nada, ter bagunçado meus sentimentos e me feito a mulher mais feliz do mundo. Hoje, posso dizer que conheço o amor. E devo isso à SOMENTE você.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Sempre achei triste a história de procurar a tampa da panela. Porque se só existe uma tampa pra cada panela do mundo então, que saco. As chances de uma metade encontrar a outra em alguma esquina desse mundão seriam desmotivadoras. A brincadeira seria daquelas que, de tão difícil, nem dá vontade de brincar.
Prefiro então dizer que somos como queijo e goiabada. Diferente da panela que perde sua funcionalidade sem a tampa, essa mistura gastronômica somente potencializa o lado bom dos ingredientes. O queijo, sem o doce, ainda continua incrível. O doce, sem o queijo, ainda é sensacional. Mas a junção dos dois cria um sabor absolutamente novo, que surge cada vez em que você morde um tequinho de cada. A junção não faz deles menos importantes, mas exalta o que cada um tem de bom. Se separados eles caem bem, juntos dá vontade de lamber os dedos.
Então, digo sem peso que encontrei minha goiabada. Não que outros doces não serviriam – o gosto é bom com doce de abóbora, de figo, de carambola. Mas, pra mim, é especialmente bom com a goiabada. E pra isso, eu não preciso deixar de ser salgada e nem você de ser doce. Nossos sabores se completam.
Porque a vida é incrível de qualquer jeito, mas se torna incrivelmente melhor quando temos companhia. Quando se acha alguém com quem dividir bons momentos. Mostrar foto é legal, mas ter alguém do lado presenciando aquele momento único com você é impagável. E, por isso, não tenho pretensões que você não queira se juntar a outros ingredientes durante a vida. Se o sabor deixar de ser bom, outras misturas precisam ser feitas. Não, não quero juras de uma combinação eterna. Amor, quando não cuida, é perecível.
Mas enquanto o gosto descer incomparável pela garganta, te quero comigo.
Vem, que juntos somos melhores. Que com você a palavra parceria faz sentido. Que com você o brilho nos olhos é mais forte. O sorriso sai mais fácil. A boca beija pedindo bis. O cafuné brota dos dedos. A pele agradece o toque. O coração não pega friagem. As borboletas procriam no estômago. Vem assim, leve e lindo, que com você o caminho brilha mais.
Ignoremos o prazo de validade estipulado pelos pessimistas. O amor não azeda se a gente não descuida.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quando você entrou na minha vida, deixou tudo de pernas pro AR !!!! De um dia para o outro perdi todas as minha referencias ,era como se minha bussola interna tivesse quebrada e apontasse numa única direção Você ! Ou que o mundo tivesse ficado um deserto e restasse uma única ilha chamada nós.
Foi assim que passei a me sentir só mesmo no meio da multidão, der repente as coisas antes deliciosas perderam o sabor. E eu que sempre achei que as cartas de amor eram ridículas ... escrevi muitas cartas para expressar quanto era grande meu amor por você! Vasculhei toda poesia esquecida no fundo das minhas gavetas... Fiz de tudo pra tentar ser mais original do que um simples EU TE AMO. É verdade que muita gente achou que eu estava enlouquecendo, por que só os loucos passam noites as em claro construindo castelos de sonhos... ou se penduram ao telefone por horas a fio sem conseguir desligar, por que será que nessa fase do amor as conversas parecem não ter fim? Talvez por que seja o momento de descobrir e construir afinidades. Nós dois compartilhamos a musica preferida, o filme inesquecível, o lugar que sonhamos em conhecer, e quando afinidade nos faltava ....a gente tratava de inventar só pra ficar ainda mais ligado um ao ouro.
Eu mesmo inventei muita coisa, mais só por que eu queria parecer melhor do que eu era de verdade... Fiz de tudo para ser mais atraente, mais elegante e mais interessante só pra te merecer ,mesmo que pra isso eu tivesse que fazer grandes sacrifícios, foi difícil por que sua beleza parecia realmente inalcançável para mim.Porém, meu coração dizia que um dia eu chegaria lá, e lá era meu aconchego definitivo dos seus braços. O mais incrível é que ao contrário do que todo mundo falava esse amor não diminuiu com o passar do tempo, é que os outros não sabem que tudo em você tem um gostinho de quero mais.
De vez em quando ao ouvir sua voz ao telefone ainda sinto um friozinho na barriga. Suas gargalhadas preenchem meu mundo com alegrias. E seu silencio é quase sempre meu único porto seguro. É claro que a gente também teve momentos difíceis. Quantas vezes a gente se desentendeu, quase sempre por coisinhas sem a menor importância. Mais acho que tudo não passava de um truque, para depois fazermos as pazes e sentir na boca o gosto do momento da reconciliação e poder ouvir seu coração voltar a bater no mesmo ritmo do meu. Escutar mil vezes a nossa musica, como forma de reafirmar nosso amor...

...E realmente nesses momentos a nossa união se fortalece mais do que nunca. Tanto que a gente imaginava que nada mais poderia abalar nossa felicidade, e é por isso que até hoje eu amo poder sonhar em acordar do seu lado sentir o cheiro da sua pele invadindo minha alma, sua presença é como um sol entrando por uma fresta da janela. Eu gosto dessa sensação mágica de não saber ao certo onde termina e onde começa, dá essa impressão boa de que vamos fazer parte um do outro por toda vida, que vamos construir juntos um pedaçinho da eternidade a cada dia, que veremos nossa família crescer, e que sempre encontraremos novas razões para permanecemos juntos, regando nosso amor, quando o tempo aparecer árido de mais protegendo suas raízes das tempestades que a gente não tem o poder de evitar, por que amar é mesmo correr um eterno risco, amar é atirar-se em queda livre sem rede de proteção.
Ainda assim eu posso dizer que fui imensamente recompensada, por que você É UM DOS MAIORES ACONTECIMENTOS DA MINHA VIDA!
É como se o tempo antes, não tivesse existido, e é por isso que eu não posso mais viver sem você, tudo perde sentido se você não estiver comigo, e a única promessa que eu posso fazer . . é de tentar ser sempre o melhor do que sou, pra continuar vivendo cada dia ao seu lado, por que eu . . . sei que vou te amar por TODA MINHA VIDA.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012


O BARULHO QUE O SILENCIO FAZ...



É esse meu jeito de dizer tudo em meio ao silêncio que tanto te incomoda, não é? Eu sei, mas sempre acreditei que o silêncio diz mais do que qualquer palavra. Você precisa entender isso, meu bem. Tudo aquilo que não sai da minha boca eu esvazio em um olhar. E eu sei, isso é mais do que um defeito, é insuportável. Dizer não quando se quer dizer sim, fugir daquilo que provavelmente te faria feliz. Mas fazer o quê, pessoas são complicadas, sentimentos mais ainda.



Se lembra daquele dia em que te disse que nunca havia sentido nada por você? Bem, eu dizia a verdade. Nunca senti nada como o que senti por você, nada. Você foi furacão, tornado, tempestade. Me devastou e eu não consegui controlar. Nunca fui boa em expressar o que eu sinto, então acho que a forma mais fácil de te ter ao meu lado foi tentar te afastar de todas formas. Recusei os seus abraços enquanto desejava todas as noites por eles. Disse que odiava o seu perfume e você nem imagina que fui na loja comprar um igual para poder sentir seu cheiro quando quisesse. Cruzei meus braços e disse que não poderia fazer nada, enquanto passava noites pensando em uma solução para ficarmos juntos.

Emburrada, mimada e idiota. Mas você também sabe disso, não é? Quando nos conhecemos já dei logo um jeito de te afastar, de fazer com que você não gostasse de mim. É uma mania que tenho; já digo logo de cara todos os meus defeitos e afasto de mim aqueles que não podem suportar pessoas tão imperfeitas. Mas você não, você... Abriu um sorriso e disse que sabia que por trás de todas minhas armaduras existia uma garota linda. Uma garota meiga, sensível e que acreditava no amor. Sabe que nesse dia até eu cheguei a acreditar nisso? Você me deu esperança, você me fez acreditar em alguém que há muito tempo estava morta dentro de mim. Me manter distante de pessoas que queria ao meu lado foi algo que sempre fiz.

E eu gosto do efeito que você faz em mim. Me desarma, vê através da armadura. Sabe que por trás da minha cara de emburrada existe um sorriso gritando por você estar ao meu lado. Sabe que por trás de todas minhas tiradas e meus comentários irônicos existe uma garota que te admira e acha graça das suas piadas sem graça. Também sabe que por mais que eu diga que não acredito em casamento, sonho com o dia em que eu vá entrar no altar com você. E aos poucos me fez ceder, abrir a guarda... Deixei que você entrasse mas não fizesse bagunça. Não precisei mostrar nada, você apenas percebeu. Ei, escute o barulho que o silêncio faz.

É, não tem jeito. Seu sorriso e sua camisa xadrez não saem da minha cabeça. Gosto de pensar em você o dia inteiro para quando te encontrar não parecer tão empolgada e estúpida. Eu tenho parecido empolgada e estúpida? Esse meu jeito fria de ser é apenas um chamado para que você me esquente. Essa minha vontade de ser sempre livre é apenas meu coração querendo se prender a alguém. Essa minha cara emburrada às vezes se transforma em sorriso. A falta de mensagens no seu celular é a confusão de sentimentos que se encontra em minha cabeça. O meu desinteresse é apenas uma forma de não parecer tão apaixonada. Sabe os dias em que fiquei ausente? Estava tentando te dar um espaço para pensar melhor, sei lá, vai que você ainda pensa em desistir? Garotas complicadas não são exatamente o que todo cara quer para si. Mas você sempre volta, você sempre me procura. Se lembra do dia em que chorei e disse que não acreditava no amor? E você disse que eu não precisava acreditar no amor, precisava acreditar em nós. E eu acredito. Depois de tantas idas e vindas, tantas palavras não ditas e declarações por fazer, você merece saber.

É, acho que tenho que te agradecer. Posso não ser a típica princesa que espera seu final feliz; mas quem acredita em felizes para sempre quando se vive feliz no tempo presente? Eu sou uma bagunça que só você pode arrumar, uma muralha escondendo o lado doce que só você conseguiu pular.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

- Um presente pro Presente da minha vida


Nunca achei que fosse amar tanto detalhes que, se pertencessem a qualquer outra pessoa, eu nem repararia.

A verdade é que, com você, não existe detalhe que não importa

Então, te digo que quero.


Quero muito mais manhãs acordando ao seu lado e fingindo acreditar nas minhas promessas de “só mais cinco minutos”. Sei que eles sempre se transformam em meia hora de atraso, mas eu amo me atrasar com você.

Quero também mais do seu ar esquentando a minha nuca, mais das suas mãos habilidosas que navegam com uma perfeição que ainda me espanta entre carinho e pegada.

Quero muito mais manhãs e muito mais noites agarradas com você enquanto agradeço ao universo por ter ganho esse presente na vida.

Quero ouvir muito mais das suas ideias malucas e me surpreender concordando e, momentos depois, fazendo parte delas – afinal, a cada dia que passa, percebo que as pessoas que mais admiro são, de fato, os loucos.

Quero sonhar muito mais com a nossa casa na montanha – mesmo que não saibamos se estaremos juntos até consegui-la. Isso é só um detalhe. Quero compartilhar com você mais planos de 2 filho e muitos outros adotados  – e perceber que você me ama inclusive por isso. Quero planejar muitos outros detalhes dela com você – a horta, o jardim, a estratégia pras galinhas viverem soltas porém seguras. Quero te ouvir falando dos seus planos tecnológicos pra ela enquanto reparo no brilho que surge nos seus olhos.

Quero mais da sua companhia na hora de inventar pratos e fazê-los acontecer. Quero mais da nossa vibração sempre que acertamos uma receita. Quero, inclusive, até mesmo mais das receitas que não dão certo mas que no final, sempre valem a pena pela experiência com você.




Quero degustar mais ainda cada centímetro do seu corpo. E poder oferecer o meu em troca. Quero descobrir mais detalhes, Quero te presentear com mais sensações e dispensar todas as palavras – quero ler mais os seus sinais.
Quero, acima de tudo, mais dessa leveza que eu só senti com você – que consigamos carregá-la e provar para nós mesmos que ela não é tão insustentável assim como as pessoas dizem. Quero que sigamos aprendendo diariamente que nada é eterno e que a felicidade está no trajeto, não só no destino. E que não importa o que acontecer nessa estrada louca da vida, que possamos trazer dentro da gente a certeza de termos vivido um amor sincero e de termos tido a dávida de descobrir qual a sensação de entregar seu coração na mão de outra pessoa – com a certeza de que ele está sendo bem cuidado como nunca. E que, não importa o que aconteça, que você nunca deixe de lembrar de mim. E que você jamais esqueça de como conseguimos provar pra gente mesmo que parcerias são infinitamente melhores que namoros. E, por fim, que a felicidade seja sempre a sua melhor parceira, mesmo que eu não possa estar junto pra aplaudir essa união.


* esse é um presente pro presente que a vida me deu.

terça-feira, 24 de julho de 2012

. . . E quando falta o respeito.



Se tem uma coisa que eu acho altamente destrutiva em um relacionamento é a falta de respeito. E cá para nós, isso é culpa total e exclusiva da mulher que permite que o homem faça isso. Ao iniciar um relacionamento a mulher deve prezar por ter ao meu lado um homem que a respeite como mulher, que a admire e que valorize tudo o que ela faz. Homens que adoram xingar, falar palavrão? Bem, esses deveriam estar mais do que cortados da lista de pretendentes.



A falta de respeito dentro de um relacionamento infelizmente está enraizada em uma sociedade altamente machista. Hoje em dia nós mulheres temos muito mais independência do que tínhamos há uns anos atrás, mas do que adianta se o pensamento de muitas são presos a um passado de submissão e reverência? Ao contrário do que muitas pensam, nós mulheres não nascemos para servir ao homem. Nós mulheres não precisamos do homem, não mais. Antigamente as mulheres deveriam cuidar do lar enquanto o homem ganhava a vida e se fazia de herói pra sociedade. Na boa? Isso acabou. As mulheres hoje em dia trabalham, sustentam casas e vivem muito bem sozinhas sem um homem porco jogando roupas pela casa.

Não estou dizendo que nós mulheres devamos nos tornar solteiras convictas e para sempre; não. Nós mulheres devemos aprender a procurar e a lapidar o homem ao nosso lado. Desde o princípio se mostrar uma mulher segura de si é essencial; os homens tendem a abusar de mulheres inseguras e a fazer com que elas só se sintam para baixo. Um exemplo concreto disso é um amigo meu que chamava sua namorada pelo apelido carinhoso de "Baleia". Dá para acreditar? Ela chegava nos lugares e ele a apresentava como sua "Baleia". E a culpa é de quem? Dele? Não mesmo. A culpa é dela; primeiro por estar com um idiota e segundo por aceitar com um sorrisinho que ele a ofenda na frente de todos.

Achou um cara que te trata bem, abre a porta do carro mesmo que de vez em quando e que te admira? Agarre. Esses exemplares estão em falta na loja, acreditem. O que mais vejo hoje em dia são homens machistas,até o mínimo de falar palavrões com a namorada o dia inteiro.

Um relacionamento se baseia no respeito. Antes do amor vem o respeito, e na minha opinião, às vezes é mais importante. Conheço pessoas que podem não se amar, mas se respeitam e são felizes assim. Agora, de que adianta existir amor e não existir respeito? Nada. Então é com todo o meu coração que digo para você mulher que está me lendo no momento: não deixe que ninguém te coloque abaixo do lugar que é seu por direito. Seja independente, aceite que relacionamentos não são necessários para a felicidade e que a felicidade é estar bem consigo mesma. Ache alguém que comemore suas conquistas, alguém que quando for brigar vai alterar um pouco a voz e em seguida pedir desculpa porque você não merece ser tratada assim. E enquanto não achar esse alguém? Fique sozinha, você consegue.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Para que serve uma relação?

Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. 
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Dr. Drauzio Varela